Desenvolvimento social e crianças

Olá colegas da RNPI:

Compartilho do entusiasmo pela fala sempre muito pertinente de Vital Didonet no Seminário de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz. E reforça a importância da mídia, nas repercussões junto a um público “ leigo”.

 

Entre outros posicionamentos, Vital chama a atenção de se fazer políticas públicas de alta qualidade.

Ao ler o artigo da colega Cláudia, do Instituto Fazendo História, “Família, Lugar ideal de Acolhimento e Cuidado”, de 23 de outubro, temos informações, que em parte transcrevo, que nos levam a importantes reflexões.

 

Dez mil (10.000) crianças menores de cinco anos estão em instituições de acolhimento.

O processo de desinstitucionalização, que está sendo ativado em diferentes setores, com o apoio do UNICEF, é muito bem vindo. Ele passa por diversas estratégias, dentre elas os programas de prevenção, oferecendo aos pais atenção integral, suporte real e a possibilidade de permanecerem com seus filhos.

 

Pesquisa e estudos nacionais revelam que muitas famílias de bebês e crianças acolhidas se encontram negligenciadas, sem acesso às redes de apoio, que poderiam e deveriam atender as necessidades e direitos destes cidadãos.

Trabalho árduo, que implica na articulação de políticas públicas e redes para manter os bebês e crianças em seus núcleos familiares, fortalecendo-os para que ajudem seus filhos a se desenvolverem plenamente.

Infelizmente, em muitas situações e por diferentes razões, isto não é possível e a separação é necessária.

Precisamos, sim, de novas alternativas de cuidado. Os programas de famílias acolhedoras, prioritários pelo ECA, ainda são muito poucos. Mas já temos um início.

O grupo de estudos vinculados ao Palavra de Bebê, no Fazendo História, trabalhou este tema durante este ano, enriquecendo seu saber, relacionado sobretudo às situações de vulnerabilidade e  instituições de acolhimento.

 

O recente documento “Política de atenção á gestante: apoio profissional para uma decisão amadurecida sobre permanecer ou não com a criança”, do Tribunal de Justiça do Estado se São Paulo, em conjunto com a secretaria Estadual da Saúde, a Secretaria Estadual do Desenvolvimento Social e Grupo de Apoio á Adoção de São Paulo do Estado traz outros desafios , quando se propõe  “ ações agregadoras que garantam soluções dignas às mulheres que querem dar aos seus bebês um destino mais humano e saudável, seja ficando com eles ou entregando-os,mas sabendo como fazê-lo, em segurança, sem medo, sem temer punição e respeitadas em sua decisão.” : http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/873.pdf

 

O apoio à gestante pode ser mais uma estratégia que caminha no sentido de “evitar” a institucionalização de bebês.

Ainda que saibamos que é preciso muito cuidado nesse processo e muita formação para equipes.

 

Temos muito a pensar ; a RNPI pode com certeza contribuir para continuarmos no caminho de desconstruir preconceitos e apontar novos rumos.
Um forte abraço


Silvia

silvia

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